sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sem ele...



Onde quer que eu vá
Onde quer que meus sonhos me levem
Não importa onde minha imaginação me ponha
Posso alcançar tudo que eu sonhar
Posso ter tudo aquilo que você sonhar

Talvez tenha a mulher que eu queira
O trabalho que eu desejo
Ter de amigos os melhores
De inimigos os inofensivos

Não importa se meus pés me levem a Lua
Nem minha solidariedade me arraste a África
Não importa o que penso
Nem minha ideia sobre o mundo
Nem minha visão de Deus

Deus pode se sentar-se à mesa comigo

Posso ter tudo isso, mas se eu não tive o tal do AMOR.
Não tive nada.

Antes julguei, hoje sou jugado.

Outra vez ele entrou e se sentou
Os olhares agora eram mais desconfiança que antes
Ele era mais uma vez o réu
Não era a primeira vez que se punha diante ao tribunal
Mas a cada julgamento ele estava cada vez mais triste

Antes de entrar os seguranças o cumprimentaram
O seu rosto já era conhecido
Mas o seu nome ninguém o lembrava 
O réu sem jeito os cumprimentava
E era muito claro o seu julgamento já começará

Foi conduzindo ao assento onde foi bem acomodado
Sentado lembrou-se
Lembrou dos seus momentos mais felizes
E essa lembranças o castigava
Pois agora não era mais jure sim réu

Queria em seu coração tanto voltar
Mudar fazendo tudo diferente
Em sua face queria com sorriso esconder sua culpa
Mas seus os olhos ao olhar outros olhos se condenava
Ainda lhe restava sabedoria dos bons tempos
E certamente tinha mais conhecimento que alguns ali
E isso aumentava mais ainda sua culpa

Durante duas horas foi julgado pelos seus semelhantes e condenado

No fim totalmente sem jeito foi saindo
Querendo ser invisível
E realmente muitos não o perceberam
Mas um jovem muito feliz o notou
E no seu rosto trazia a paz
Olhou e disse: Paz do Senhor meu Irmão
Em seu abraço disse: volte amanha
 Em seu olhar disse: seu lugar ainda esta lá

Foi julgado por tantos
Mas aquele jovem lhe entregou uma carta
Não feita de papel, nem digital
Mas feita de amor
 Dizendo Jesus ainda não te esqueceu.


E o réu mesmo sabendo que será julgado
Sem pensar duas vezes disse: voltarei.



O desperta para Luz

Onde pisaram meus pés?
Onde minhas pernas me levaram?
Em meio aos meus erros dormi
Sono pesado, sono sem paz.
Na angustia do meu sono sofri
E quanto mais doía mais eu dormia

O sono não me permitiu Te conhecer
Ouvindo o som da paz não o entedia
O Príncipe falava e eu dormia

Na escuridão a Luz não me esqueceu
Os meus erros me faziam encobrir o rosto
Parecia muito frio lá fora
Enquanto o lençol do pecado me deixava quente
Quente e com sono, sono sem paz.

Mas os raios da Estrela da manhã entraram pela janela
A luz me fez ver as correntes
As correntes do sono, sono do pecado.

Agora acordado cheio de vergonha
Vergonha de onde estou
Vergonha dos meus pecados
Vergonha do que sou

Sujo e fedendo ao pecado
Cheio de defeitos e mesmo assim ele sorriu
Como pode aquela roupa inexplicavelmente limpa
Agora me apertar em um abraço
Ele me limpou

Sendo eu desprezível Ele me amou

Tirando-me as correntes
A Luz me mostrou o Caminho

E o Príncipe me deu da sua paz
E agora já consigo ouvi sua voz
Ele nunca desistiu de mim.